Victor Vivone - Cabin Crew


Victor Vivone. O bombshell brasileiro musculoso vem chamando atenção na América do Sul e recentemente fez sua estreia em estúdio na Sean Cody. Ele conversou com o Fleshbot em sua primeira entrevista, falando sobre a cultura gay na América do Sul, sua criação e seus grandes planos na indústria adulta.


Vamos começar com o básico: Idade? Cidade natal? Profissão?


Tenho 35 anos. Sou do Rio de Janeiro. Sou criador de conteúdo em tempo integral no OnlyFans.


Como você criou seu nome artístico?


Meus pais criaram, (risos). Eu uso meu nome real!

Por que decidiu manter seu nome verdadeiro?


Acho que soa bem, e não tenho nada a esconder! Também acredito que, quanto mais eu for autenticamente eu mesmo, mais conseguirei me conectar com meu público. E isso começa pelo nome.

Você pode compartilhar um pouco da sua história? Como foi crescer no Brasil? Como é a cultura gay por lá? Como isso moldou quem você é?


Como em qualquer país da América Latina, o Brasil é um país muito machista. Mesmo sendo de uma capital enorme, com uma cena gay gigantesca, ainda estamos longe de estarmos livres da homofobia. Nunca sofri agressões físicas, mas fui muito zoado na escola e não tive muito apoio da família quando me assumi. Com o tempo, as coisas melhoraram, porque, no fim das contas, o amor vence. Passar por esse tipo de situação deixa marcas que nunca desaparecem totalmente, mas também acredito que isso nos torna pessoas melhores. Hoje, me importo muito quando vejo alguém passando por experiências parecidas ou enfrentando dificuldades emocionais. Esse tipo de empatia é algo de que o mundo precisa.

Existe uma indústria pornô gay no Brasil?


Que eu saiba, não. O OnlyFans é bem forte no Rio e em São Paulo, mas não conheço estúdios pornôs por aqui. Tirando quando o Rhyheim traz os caras da VoyR — o que acontece bastante —, mas eles são originalmente de Los Angeles.


Dentro desse contexto, é difícil entrar na indústria internacional?


Para mim, não. Tenho dupla cidadania e passaporte italiano, além do brasileiro, então consigo entrar nos EUA com facilidade. Também não tenho residência fixa e viajo muito, o que ajuda.

Conte sobre sua carreira anterior como comissário de bordo. Alguma história “mile high”?


Se eu ganhasse uma moeda toda vez que me perguntam isso… Desculpa decepcionar, mas, além de alguns guardanapos com números de telefone de passageiros, não tenho história nenhuma. Não valeria a pena arriscar meu emprego.


Como foi a transição dos céus para o pornô gay?


Veio a pandemia, e grande parte das tripulações foi demitida, inclusive eu. Então pensei: “Já estou relativamente viral no Twitter só sendo sexual e postando fotos sem camisa, por que não tentar esse tal de OnlyFans?”. E deu certo! Obrigado, peitoral!

Fale um pouco sobre sua trajetória no esporte.


Não chegou a ser uma carreira. No Brasil, não há investimento suficiente em esportes. A menos que você seja excepcional e consiga patrocínios, acaba virando hobby — que foi meu caso com natação e ginástica. Pelo menos ajudou a construir o peitoral!


Como foi sua experiência recente em estúdio? Surpresas? Desafios?


Fisicamente, foi bem mais desafiador do que eu imaginava. Precisamos sustentar posições por muito mais tempo para que o cinegrafista capture planos abertos, closes, ângulos diferentes… Mas fiquei muito surpreso com o quanto foi uma experiência agradável. O Red, diretor da Sean Cody, tem um lugar especial no meu coração.

Como você compara o trabalho em estúdio com o OnlyFans?


Quando gravo para meu próprio OnlyFans, geralmente sou eu quem controla tudo: ideias, posições, iluminação, enquadramento… Então foi um pouco difícil abrir mão disso e deixar outra pessoa liderar. Será que sou meio controlador? Haha! Mas acredito que minha criatividade agregou bastante às cenas, e no final foi muito divertido.


Quais são seus planos e ambições na indústria?


Eu quero MUITO gravar uma cena dentro de um avião de verdade. Vocês não têm ideia do quanto meus fãs pedem isso. Estúdios, fica a dica — isso quebraria a internet! Já fiz algo com uniforme de piloto no meu OnlyFans e foi um sucesso enorme, mas alugar um avião não é exatamente simples. Quanto a parceiros de cena… podem trazer todos os bem-dotados!

Como é o Victor fora do pornô?


Sou definitivamente um party boy, sempre atrás dos grandes eventos. Mas também preciso de natureza para equilibrar. Estar perto da praia é essencial para mim. Adoro vôlei, corrida e comer — como muito! Pelo menos quando não estou gravando. Também acredito que as pessoas deveriam gerenciar melhor a própria vida. Vejo muita gente no Brasil feliz com pouco, enquanto em lugares como Londres ou Nova York as pessoas parecem sempre estressadas e correndo. Tem que haver equilíbrio.


Quem é o verdadeiro Victor?


Gosto dessa pergunta. Meu lado mais sexual é real, mas é apenas uma parte de quem sou. Também sou romântico, tenho um coração enorme e acredito profundamente no amor. Já tive sete relacionamentos longos e amei intensamente em todos. Hoje estou solteiro e com o coração meio partido — sim, me apaixonei durante o Carnaval do Rio. Sou intenso em tudo: é sempre tudo ou nada. Gosto de estar cercado de gente leve e divertida, mas também sou extremamente dedicado ao trabalho. Trabalhei duro nesses últimos dois anos de OnlyFans — literalmente, haha!

Como você define uma verdadeira “Porn Star”?


Para mim, uma verdadeira estrela é alguém com aquele “algo a mais”, que faz algo tão bem que acaba criando algo único. Penso em artistas pop que usam sua influência para causas maiores. Uma Porn Star não deveria ser diferente. Ganhar dinheiro e dar prazer é ótimo, mas pode haver mais propósito.


Victor Vivone já é uma? Como?


Vou ser sincero: às vezes ainda luto para me sentir suficiente. Questões do passado mexem com a forma como me vejo. Mas quer saber? Eu me considero uma Porn Star, sim. Procuro ser autêntico, conversar de verdade com meus fãs, não terceirizo minhas interações. Tento estar presente não apenas sexualmente, mas também de forma humana. Muitas pessoas que consomem esse tipo de conteúdo enfrentam solidão e depressão, e gosto de poder fazer alguma diferença.

Qual é sua coisa favorita sobre sexo?


Adoro quando existe conexão. Acredito que o sexo fica muito melhor quando há sintonia e energia entre as pessoas. E, sendo bem direto, também adoro ser penetrado.(risos)







2025 - Traduzido de gay.fleshbot.com

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