Serg Shepard - O Sonho Pornô Americano
Então, como alguém sobe na hierarquia dos criadores de conteúdo até se tornar uma nova estrela quente? Uma ótima pessoa para responder é o ucraniano Serg Shepard. De uma juventude de classe trabalhadora na Ucrânia, passando por uma fase como jovem artista e fotógrafo em dificuldades em Nova York, até se tornar um dos performers mais prolíficos e requisitados da indústria, esse cara basicamente viveu o sonho americano — ou pelo menos o sonho americano de uma estrela pornô. Ele conversou conosco para compartilhar como sua determinação e ética de trabalho o levaram ao topo.
Serg Shepard (@SergShepardXXX). 33. Nascido na Ucrânia, mas atualmente moro em Nova York. Ator de conteúdo adulto e fotógrafo.
Status de relacionamento?
Solteiro, mas já fui casado.
Como você criou seu nome artístico?
Meu nome real é Sergey, então Serg é apenas uma versão abreviada. Meu sobrenome é parecido com Shepard. No ensino médio, me chamavam de Shepa, depois meu ex começou a me chamar de Shepard. Talvez porque ele sempre seguia minha liderança, como uma ovelha bem-comportada. Então juntei tudo e surgiu meu nome único, diferente dos Wolfs, Waynes, Connors e outras “famílias” de nomes do pornô.
Você pode nos contar sobre sua origem?
Nasci e cresci em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, em uma família que vivia se mudando por razões políticas. Sempre fui muito independente. Comecei a trabalhar aos 16 anos porque sabia que precisava me sustentar financeiramente e ajudar minha família. Minha mãe já trabalhava em três empregos. Fui dançarino, trabalhei em shows drag, clubes de cabaré, tive meu próprio grupo de dança e atuei como coreógrafo. Estudei violão clássico por sete anos e fiz faculdade de geologia e paleontologia. Depois conheci meu primeiro grande amor e me mudei para Kyiv. Cinco anos mais tarde, conheci meu ex-marido e fui para os Estados Unidos. Tentei várias carreiras. Gosto de aprender e experimentar coisas novas, então Nova York foi perfeita, a cidade das oportunidades e da correria. Modelei bastante para fotógrafos e artistas, aprendi com meu amigo, o fotógrafo Richard Rothstein, e acabei me tornando fotógrafo.
Como era ser gay na Ucrânia? Eles aceitam bem?
Quando eu crescia, a Ucrânia ainda estava em desenvolvimento após a era soviética. Havia alguns bares gays e uma comunidade queer. Nas ruas, porém, muita gente era fechada, olhares tortos e até assédio. Ataques aconteciam, infelizmente. Mas antes de eu sair do país, o governo estava cada vez mais liberal e pró-Europa. O maior desafio ainda é a mentalidade de parte da população. Curiosamente, quando eu fazia shows drag, isso era visto como arte, não como algo “gay”. Eu sempre fui muito assumido, e isso até intimidava alguns valentões. Ser fiel a mim mesmo foi essencial. Ainda não é fácil ser gay na Ucrânia, e hoje a guerra é o maior obstáculo.
Quando e por que você veio para os EUA?
Vim há nove anos, de forma repentina. Conheci um cara na Ucrânia e, um ano depois, nos mudamos e casamos. Não deu certo, mas sou grato pela oportunidade. Nunca planejei — simplesmente aconteceu.
Quando começou a criar conteúdo?
Em 2021, fiz um ensaio como fotógrafo de um casal lindo, Jay Summers e Jonathan Ortiz, que viraram grandes amigos. Fui visitá-los em Porto Rico, o cenário era incrível, e como eles já me incentivavam, resolvi gravar minha primeira cena. Foi épico.
Quando entrou em trabalhos de estúdio?
Meu primeiro foi com o estúdio ETIENNE. Conversamos online, eu gostava de wrestling, e fui para a Flórida filmar. Foi fantástico. Depois trabalhei com NakedSword, Marc McNamara, Carnal Media e Legrand Wolf como exclusivo. Hoje estou independente.
Como compara estúdio e OnlyFans?
Estúdio é performance, personagem, história. OnlyFans é mais real, conexão direta com o público.
Preferência?
Prefiro estúdio. Amo atuar, câmera, ângulos, interpretação.
Você trabalha em ritmo intenso?
Sou workaholic. Quando se ama o que faz, vira prazer. Viajar, atuar, trabalhar com pessoas diferentes — tudo isso me motiva.
O que ainda quer fazer na indústria?
Quero explorar mais papéis, grandes produções, trabalhar com parceiros dos meus sonhos e produções sul-americanas. E no lado kinky, quero viver fantasias mais ousadas.
Como é você fora do pornô?
Fotografia é minha grande paixão. Amo teatro, cinema, Broadway, viajar e estar próximo de quem amo.
Fale mais sobre sua fotografia.
Gosto de capturar momentos de redescoberta. Cada corpo é único e bonito. Vejo o físico masculino como paisagens de sombras e formas.
A fotografia ajuda na performance?
Com certeza. Ajuda a entender luz, câmera, movimento, timing.
Quem é o Serg real?
Um cara que quer aproveitar a vida, aprender, explorar, rir e curtir arte, filmes e diversão.
Como define uma verdadeira estrela pornô?
Quem decide são os fãs. Ainda tenho muito a crescer, mas estou no caminho.
Qual sua parte favorita do sexo?
Conexão, toque, beijo, prazer compartilhado. É algo humano, essencial e cheio de descoberta.
Matéria traduzida de: gay.fleshbot - 2025
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