Alan: entre os bastidores dos cruzeiros e a saudade de ser pai
Entre romances inesperados, amizades internacionais e meses longe dos filhos, Alan revela os altos e baixos da vida a bordo.
A vida em um navio de cruzeiro vai muito além do trabalho e das paisagens pelo caminho. Aos 34 anos, Alan, Buffet Attendant e morador do Rio de Janeiro, compartilha suas experiências a bordo, conta como realizou o sonho de trabalhar no exterior e revela os bastidores dos relacionamentos entre tripulantes. Mas, quando o contrato termina, é a famÃlia que ocupa o lugar mais importante.
Alan, quem é você? Onde mora, quantos anos tem e qual é sua função a bordo?
Sou Alan, tenho 34 anos, moro no Rio de Janeiro e trabalho como Buffet Attendant em navios de cruzeiro. Sou meigo, brincalhão e gosto de fazer amizades.
Como tudo começou? Como surgiu a oportunidade de trabalhar em navios de cruzeiro?
Eu comentava com alguns amigos que queria morar fora do Brasil, conhecer novas culturas e aprender outros idiomas. Um deles me contou que conhecia alguém que trabalhava em navios de cruzeiro e me colocou no caminho.
Na época, eu praticamente não sabia inglês. Dediquei de três a quatro meses aos estudos, dia e noite, até conseguir passar na entrevista em inglês. Era a oportunidade de realizar um sonho e mudar de vida.
Vida fora do navio: o que você mais gosta de fazer quando está de férias?
Gosto de viajar com meus três filhos e aproveitar cada momento ao lado deles. Como passamos longos perÃodos separados durante os contratos, valorizo muito o tempo que temos juntos.
Bastidores a bordo: a pegação entre tripulantes é tudo isso que falam? Tem alguma história curiosa para contar?
É tudo isso mesmo! Quem está em terra nem sempre imagina o que acontece dentro de um navio. Há quem viva essas experiências intensamente, quem se apaixone e até quem construa uma vida junto depois do contrato. Mas também existem promessas que ficam pelo caminho.
Já vi pessoas prometendo casamento e, quando o contrato está chegando ao fim, bloqueando a outra pessoa (risos). Ao mesmo tempo, é interessante conhecer pessoas de diferentes paÃses e criar conexões que podem ir muito além do navio. Tudo depende de cada pessoa e de como ela encara essas experiências.
Amor e ódio pelo mar: o que você mais gosta e o que menos gosta na vida a bordo?
O que mais gosto é conviver com pessoas de diferentes nacionalidades e culturas. Aprendemos muito e, à s vezes, criamos uma verdadeira famÃlia a bordo.
O lado mais difÃcil é ficar longe de quem amo, principalmente dos meus filhos. Também incomoda lidar com superiores que acreditam que o cargo lhes dá o direito de tratar os outros de qualquer maneira.
Mas, sem dúvida, passar até sete meses longe da famÃlia é a pior parte. A vida a bordo oferece oportunidades incrÃveis, mas nenhuma delas elimina a saudade de casa.


Comentários
Postar um comentário