Guelhíermì - Não Passo Fome

Guilherme Jorge da Rochaou simplismente Guelhíermì (@eusooujorgee), 23 anos, é o nome por trás do perfil @eusooujorgee nas redes sociais (X,).
Solteiro, criativo e dono de uma visão sensível sobre imagem e essência, ele usa a fotografia como ferramenta para ir além da estética. Para Guilherme, cada clique carrega uma história, uma verdade e, muitas vezes, uma superação silenciosa. Em tempos de filtros e poses ensaiadas, ele aposta na autenticidade como diferencial.
Fotógrafo por vocação e sensível por natureza, Guilherme enxerga na arte de fotografar uma forma de revelar aquilo que quase nunca é mostrado: sentimentos, quedas, recomeços e a beleza que existe até nos momentos mais improváveis. Em entrevista, ele fala sobre profissão, corpo, redes sociais e também sobre quem é quando as câmeras se desligam.
Fala um pouco da sua profissão pra gente?
Na minha profissão, eu gosto de capturar não só um sorriso bonito ou uma pose ensaiada. Gosto de capturar a alma e a essência do momento. Sorriso nós damos para a câmera, na maioria das vezes, para fingir algo. É raro quando encontramos um sorriso verdadeiro por trás de uma foto.
E, para uma foto ser bonita, não precisamos de um ensaio com investimento de mais de 1500 reais. Basta querermos e realizarmos. Se você parar para pensar, até mesmo quando um bolo cai no chão ou no momento em que vai ocorrer o clique a pessoa cai, ainda assim existe uma história ali.
A fotografia, além de servir para eternizar um momento, serve para que possamos ver uma realidade quase nunca mostrada. Serve para mostrar que, apesar de tudo, podemos sim ser felizes e que podemos sobreviver àquilo que pode nos afetar profundamente. Mesmo no fundo do poço, ainda há aquela esperança de que tudo vai melhorar. Mesmo no lixo há luxo.
Se seu espelho tivesse que falar a verdade sobre seus melhores ângulos, o que ele diria sobre você?
Ele diria que todos são bons. Algumas pessoas podem ficar felizes com um determinado ângulo, outras podem gostar de outros. Mas somente eu tenho o poder de determinar se aquele ângulo está bom ou não para postar uma foto minha. No fim, é sobre como eu me enxergo e me sinto.
Faz alguma coisa para manter o corpo?
Para manter o meu corpo, faço alguns exercícios, como caminhar e, às vezes, correr. Já fiz academia por um curto período de tempo e pretendo voltar em breve. Até lá, a caminhada já ajuda muito.
A alimentação conta bastante também. Alimentos saudáveis ajudam a manter o corpo como eu gostaria que fosse. Não digo que não bebo álcool ou que não como besteira, porque como sim. Mas tudo com limite.
Se você tivesse que escolher um superpoder que combinasse com sua presença nas redes, qual seria — e qual seria a primeira travessura que faria com ele?
Ter o poder de ensinar para outros o que eu aprendi. Não é muito, mas é algo que em muitos lugares cobram um preço absurdo. Eu queria ter o poder de compartilhar todo o conhecimento que tenho para que todos pudessem aprender o que eu sei.
E a primeira travessura seria obrigar todo mundo a fazer o mesmo, porque assim como eu dei, eu posso retirar.
Quem é você entre 4 paredes?
Entre quatro paredes sou sensível, mesmo que não pareça. Errei muito com pessoas que amei. Menti e omiti muita coisa para essas pessoas, muitas vezes com medo da reação que poderiam ter. Em quatro paredes sou alguém que chora, que grita.
Se formos falar sobre questões sexuais, sou alguém bem aberto a experimentar algo novo. Sou um gay versátil e, ao mesmo tempo que gosto de dar, gosto de receber. Logo, não passo fome.
Mas, voltando ao sentimental, sou bastante emotivo com alguém dentro de quatro paredes. Se for necessário passar a noite inteira em uma conversa profunda para tentar resolver tudo, eu vou passar, mesmo que isso me afete no outro dia durante o trabalho. Prefiro um milhão de vezes resolver tudo e poder ficar bem com quem amo do que dormir com algo não resolvido.




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