Henrique - Entre intensidade, liberdade e escolhas.
Com uma história marcada por intensidade, coragem e escolhas que mudaram seu rumo, Henrique construiu uma trajetória que vai muito além do balcão. Entre bares, navios e amores, ele revela um olhar sincero sobre liberdade, trabalho e o que realmente importa na vida.
Qual é seu nome, idade e quem é o Henrique entre quatro paredes?
Me chamo Henrique, tenho 25 anos e acredito que não tenho segredo nenhum guardado. Sempre gostei de ser eu mesmo, de ter autenticidade, fazer o que gosto e falar o que penso. Seja você mesmo e as pessoas vão gostar de você pelo que você é. Se fingir ser outra pessoa, vão gostar apenas dessa versão. Não tenha medo de aprender aquele hobby que te interessa ou de chegar naquela pessoa que você observa. Depois que vivi o luto pela primeira vez, o único medo que aprendi a ter foi o de me arrepender de não ter feito antes. No fim, a única coisa que levamos é um terno bonito, e nem vamos saber a cor.
Como começou sua história trabalhando em bares e virando bartender?
Acho que começou como a de todo bartender, com a frase “é só um freela, vou só lavar umas louças”. Quando percebi, já não sabia mais sair. Não de um jeito ruim. Acho que nada que eu tente fazer vai me fazer sentir tão bem quanto a confiança que tenho atrás de um balcão.
Como surgiu a oportunidade de trabalhar em navios de cruzeiro e como foi essa experiência?
Trabalhar em navio foi um tiro no escuro, de forma bem despretensiosa. Eu estava no trem a caminho do trabalho, mexendo no celular, quando vi um anúncio. Cliquei, pediram o currÃculo e enviei sem muita esperança. Quando recebi o e-mail do processo, a ficha caiu. Logo estava tirando passaporte e, pouco depois, comecei essa história. Foram três anos rodando o mundo, conhecendo mais de dez paÃses e inúmeras pessoas.
A vida a bordo tem fama de muita festa e pegação. Era assim mesmo? Tem alguma história marcante?
Posso dizer que era exatamente assim. Nunca trabalhei em um lugar com tanta intensidade nesse sentido. Chegava a ser assustador como certas coisas eram naturais para algumas pessoas. Como bartender no perÃodo noturno, quase não aproveitei as festas. Preferia beber com os colegas depois do turno, enquanto o chefe cuidava da festa. Pelo menos, no dia seguinte, sempre havia mais tolerância para atrasos e ressaca.
Você parece ser vaidoso. Como cuida do corpo e da mente? Mora onde hoje, onde nasceu e no que trabalha atualmente?
Não chega a ser vaidade. Acho que o melhor jeito de cuidar de si é fazendo o que te faz bem. Não vale a pena fazer dieta pensando a semana inteira em um hambúrguer, nem viver só de lanche e não gostar do que vê no espelho. Como já disseram, o corpo não é um templo, é um parque de diversões, então aproveite o passeio.
Hoje estou noivo, ao lado da mulher da minha vida. Depois de três anos trabalhando sem parar e dividindo uma cabine sem escolha, percebi que não há dinheiro que pague voltar para casa e deitar ao lado de quem você ama.
Você precisa ser romântico na vida, em tudo que fizer. Se quer fazer um bom trabalho, faça com amor. Se for para o mar, entregue seu coração a ele. E se o amor não estiver mais lá, vá atrás dele onde estiver.
Hoje moramos na capital de São Paulo, onde cresci. Continuo sendo bartender, agora em terra firme, vivendo a vida que escolhi para mim.





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