+18 - Felipe Figueiredo - "... costumo ser, no mínimo, assertivo no sexo..."

O Ator  Felipe Figueiredo (@felipefigueiredosf) de 29 anos, nasceu em São Bernardo do Campo e hoje vive em Santo André, ambas as cidades no ABC paulista.

Ele falou ao nosso blog, abertamente sobre temas polêmicos como sexo ao ar livre, em local público, e os seus hobbies, além de ter mandado fotos super ousadas!

Fique agora com o nosso "Nude da Semana"

- Do que você mais gosta no seu corpo e do que não gosta?

Meu cérebro é do que mais gosto. Resposta manjada? (risos) Mas é, ele funciona muito bem! E não vou contar do que não gosto, não quero ninguém reparando. Mas meu cérebro e coração causam bastante comigo, talvez devesse escolher um dos dois...

- Você faz algum tipo de esporte ou exercício?

Eu faço musculação, mas detesto. Eu vou às 4 da manhã para evitar ter que interagir com outras pessoas, e ainda levo quadrinhos para ler. Faço uma série, leio uma página. Meu professor insiste em puxar papo comigo toda noite, e eu tento corresponder primeiro porque minha terapeuta me diz que eu tenho que socializar mais (risos), mas também porque meu professor é um exemplo de homem heterossexual, nada homofóbico, e isso é raro numa pessoa dentro de uma academia. Ele chega inclusive a comentar sobre volume no meu shorts e cuecas no Instagram.
Acho gênio que ele possa falar sobre isso sem sentir que fere a masculinidade dele. 
Enfim, também sou dançarino profissional. Hoje sou professor, inclusive, mas danço desde 2008. Quem quiser vir fazer aula comigo, só chamar...

- Quem é você depois que a porta fecha?

Eu sou quem me der vontade na hora, ou quem combinar mais com meu parceiro. Gosto de sexo de forma geral. É [quase] sempre bem vindo. Mais fácil pontuar as coisas que não gosto ou não faço. Mas costumo ser, no mínimo, assertivo no sexo. Para não dizer dominador. Quando meu passivo curte ser dominado, não tenho limites, mas quando não é a vibe dele, eu sou mais conducente, por assim dizer. Gosto, inclusive, mais de baixinhos porque é mais fácil posicionar. Posso levantá-los num braço só e colocar na posição que eu quiser sem ter que parar ou falar nada, só levantar.
E mudar de posição sem ter que tirar meu pau de dentro é muito mais conveniente. Além disso, acho importante salientar: na cama? 50% dos meus sexos não são em camas. Quintais, garagens, escadas de incêndio, provadores, parques, passarelas, construções, praças, e qualquer outro lugar que eu ou o parceiro achar que rola. Isso inclui ocasionais fodas no carro, mas detesto transar no carro. Só na falta de opção mesmo.

- Qual foi experiência mais maluca entre 4 paredes que já teve...?

Não faço a menor ideia de qual a definição de maluco. Eu posto toda segunda-feira no meu Instagram nos meus stories um tipo de "quadro" que chama-se "5 Fodas E 5 Foras", no qual conto minhas transas da semana anterior, e os foras que levei no mesmo período. Eu sempre me surpreendo com as pessoas falando que eu sou doido ou coisas do tipo por causa das coisas que eu faço. Para mim é tudo tão normal. Maluco é fazer amor. Isso é super raro.
Mas se quer alguma coisa menos trivial, uma vez meu namorado fechou uma sala de cinema (ele trabalhava lá) para dar para mim. Ele no meu colo, o gerente entrou e falou para ele voltar ao trabalho. Eu morri de vergonha, óbvio, mas me surpreendeu muito mais o fato do gerente não se comover nada com um dos funcionários dele estar totalmente pelado com uma rola enfiada inteira no cu no meio de uma sala de cinema em horário de trabalho.
Acho que devia ser comum. Num outro momento, passeei pelas galerias técnicas de um shopping com uma amiga e acabamos chegando no telhado por acaso. Enorme. Ela sugeriu trazermos uma galera e brincar de polícia e ladrão, e eu adorei a ideia, mas também achei super sensual o lugar. Levei um boy para transar lá duas vezes. Não tinha exatamente quatro paredes... 

- Considerando o momento político do Brasil, Como você acha que será o "futuro" do Brasil? As pessoas vão mudar sua maneira de pensar?

Acredito que a história é cíclica. A cada grupo de anos, ela se repete no que diz respeito a um assunto, e o mesmo se aplica a outro assunto um tempo depois, e assim ela segue. O Brasil vai progredir. Mas vai demorar mais que outros lugares.

- Se pudesse voltar 10 anos atrás, o que falaria pra você mesmo? E Como o você quer estar em 10 anos?

Sonhos não se realizam. Esteja pronto para saber quando desistir. E vá fazer terapia agora, não espere a merda ir no ventilador. E, daqui 10 anos, eu quero estar bem. Serve? Não acho que, no meu atual momento, posso projetar tão longe.

- Você vai pra cama com ele(s) ou com ela(s) ?

Novamente saliento: CAMA não é sinônimo de sexo. Se pensar numa cama, eu vou para ela, no máximo, com uma cachorro bem fofo para ficar brincando. Mas com quem eu fodo? Com quem der tesão. Homem, mulher, cis, trans, rolou químico a gente fode. Bem que a química hoje em dia fica em segundo lugar, porque geralmente é tudo por aplicativo, e eu só descubro se há química entre nós quando já tem um cu ou vagina deslizando no meu pau. Mas aí fica a análise para uma possível segunda foda.

- Balada ou Netflix?

Depende do dia, como todo mundo, acho. Mas, na maioria, acho que balada para mim, apesar de estar ficando velho. Olho para minha vida e penso que posso viver pleno sem ver TV (assisto muito pouco mesmo), mas sem balada, sem sentir o cheiro do álcool da galera se apoiando em estranhos para dançar, sem ouvir a música tremer o chão e ver a luz que brilha tanto que dificulta a visão, encontrar pessoas que estão mais dispostas e mais na vontade de uma pegação que vai virar uma potencial foda dentro ou fora da balada... #saudade. 

- Você gosta de namorar? Ou preferia ficar mais livre ?

Quando um namoro cerceia nossa liberdade, ele é tóxico. E se você acha que não é, precisa de um terapeuta também. Então eu gosto de namorar quando faz bem. Sou hiper carente. Mas pelo mesmo motivo, meus relacionamentos costumam ser catastróficos. Eu sou muito dedicado, muito investido num relacionamento, eu me doo demais, a níveis que [minha terapeuta insiste em lembrar] as pessoas não precisam.
Elas não são tão carentes quanto eu. Eu amo demais esperando que façam o mesmo por mim, e ninguém faz, porque ninguém precisa tanto quanto eu. E logo a relação se torna abusiva, e nessa eu já me fodi. Se tiver 300 caras numa sala, chance que eu transe com os 300, mas meu favorito vai ser aquele com tendência a ser abusador, e ele vai me curtir mais também, porque presa e predador se encontram no meio da multidão. Eu sou o predador quando estou numa balada [ou em qualquer outro lugar] e quero meter. Mas sou a presa para quem vai se aproveitar de mim.

- O que te faz rir? 

Tatá Werneck me faz rir.

- E o que te faz chorar ?

 Pocahontas e Titanic me fazem chorar.

- Indica uma música ou canal na Internet pra gente passar essa Quarentena ?

Putz, eu sou suuuuuper nerd. Tenho mais de 40 anos de quadrinhos dos X-Men, tenho muito do Batman e Liga da Justiça, sei de cor a história de cada personagem de Mortal Kombat, conheço o nome do ator e do personagem de cada uma das primeiras 10 temporadas de Power Rangers, assisto teorias sobre o que havia no recinto 10 no Jurassic Park, jogo Pokémon GO em dois celulares ao mesmo tempo, comparo livro com audiovisual de Harry Potter e Game Of Thrones... O que mais assisto agora é Best In Slot, um canal que jogo jogos de animais que eu queria jogar e não posso, então fico assistindo a ele jogar e pensando o quanto mais eficiente eu seria. Meu favorito é Planet Zoo, um jogo para criar e gerir um zoológico. Já música, eu sou a epítome do eclético, o que é quase ofensivo. (risos)
Tenho formação erudita, estudei ópera. Então gosto, óbvio. Sou ator de musical, então gosto de musicais também. Gosto de música pop. Gosto de algum MPB, algum samba, algum jazz... Mas acho que o que mais gosto alterna entre Trance e Emo Core. Faz sentido? Faz na minha cabeça. Eu gosto de agressividade, violência, e essas músicas tem sons agressivos ao mesmo tempo que tem linha melódica e harmônica elaborada e coerente. Eu piro. De eletrônico, diria que Kaskade é meu favorito. De rock, tenho ouvido muito Breaking Benjamin e Disturbed.

 - Fala um pouco da sua profissão ? Como ganha a vida hoje? Sempre quis fazer o que Faz ?

Oficialmente sou ator. Atuo no que estiver me pagando. (risos) Musicais, comerciais, peças não musicais, clássicos, peças modernas... Mas arte não paga conta de ninguém, e prova disso é atores que fazem novela, o tipo de trabalho mais nojento para um ator de verdade, porque é uma atuação porca e burra, mas precisamos sobreviver. Eu sou professor de inglês há 13 anos, e faço traduções tanto simultânea quanto documental, além das aulas de dança que mencionei acima. Teatro foi só minha segunda formação, mas a primeira foi em rádio e TV (além de dança, canto e inglês, que foram informais), que me permite ocasionais jobs com edições de vídeos. Também trabalhei por anos em baladas como DJ, dançarino, host, tequileiro... e só parei porque fui muito violentamente sabotado pelo meu ex-namorado (abusador, claro).
Nunca consegui voltar, mas tenho muita vontade, então se precisarem, podem chamar! E durante a quarentena resolvi montar um OnlyFans para postar minhas fodas, que está rendendo razoavelmente, além de fazer programas ocasionais. Em 2014 e 2015 eu fazia muito programa, mas quase parei depois que meu namoro terminou (com outro namorado, que também era abusador) porque eu estava cansado de aceitar situações que eu não aceitaria de graça, e o principal motivo que eu fazia programa, que era para comprar presentes e levar meu namorado para sair, eu não tinha mais.
Detalhe: eu consegui um emprego para ele fodido. Ele ganhava super bem. Eu vendia meu corpo para comprar coisas para ele e nunca ganhei um presente. É a vida... Estou fazendo programas de novo agora, então também aceito propostas. Por último, por pressão de amigos próximos, professores e terapeuta, penso em escrever um livro. Eu sempre quis escrever uma narrativa ficcional, mas todos falam que eu devia escrever sobre minha vida sexual, então comecei a organizar as fodas que lembro para por no livro.

- Como está sendo a Quarentena Acha que algo vai mudar? Ou acredita que as pessoas tem memória curta?

Tenho trabalhado demais de casa. Então a quarentena só mudou onde eu malho: agora malho em casa e não na academia. De resto, tudo está igual, estou trabalhando como se não houvesse amanhã. O que é muito triste de se pensar...

- Quem é você ?

Já cansei de responder essa pergunta e ninguém ouvir a resposta. Então eu sou o que você quiser. Pode chamar.

Para conhecer melhor o trabalho dele:

Instagram: @felipefigueiredosf
Twitter: @FelipeSLRock
Para ser também o "Nude da Semana"
Entre em contato via Instagram no @calendario12em
Ou via e-mail: calendario12em@gmail.com
Publicado Originalmente em 09/07/2020


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